A administração de medicamentos por via intramuscular é um procedimento frequentemente realizado na prática de enfermagem, e envolve uma série de decisões complexas relacionadas ao volume a ser injetada, medicação a ser usada, técnica de administração, seleção do local e dispositivo.


Adicionalmente requer outras considerações a respeito da idade do paciente, constituição corpórea e condições pré-existentes tais como, distúrbios de coagulação. Desta forma, sua consecução requer que o profissional possua conhecimentos de diversas áreas, dentre elas, anatomia, fisiologia, farmacologia, bem como, habilidade técnica que resultem em uma prática segura e libre de risco. Assim, considera-se importante realizar programas efetivos de educação permanente sobre técnicas de administração de medicamentos, bem como, sobre a incorporação de novos medicamentos nas rotinas assistenciais, devendo ter caráter periódico, centralizado nas necessidades do paciente e família, nos princípios gerais de administração de fármacos e na segurança do paciente.

 

COMPRIMENTO DA AGULHA

Deve-se avaliar cada paciente a fim de selecionar o comprimento que garanta a transposição do tecido subcutâneo para que o medicamento possa ser depositado no tecido muscular. Alguns pesquisadores recomendam o cálculo do índice de massa corpórea do paciente para auxiliar na avaliação do tecido adiposo e escolha da agulha adequada. Além disso, é necessário considerar o tipo de medicamento, o volume de solução e o músculo selecionado.

VOLUME MÁXIMO DA INJEÇÃO INTRAMUSCULAR

Historicamente o volume de fluído a ser injetado em cada um destes músculos tem variado. Existe controvérsia na literatura quanto ao volume máximo da injeção intramuscular estabelecido para cada administração de medicamento. O volume máximo a ser injetado aparentemente tem sido baseado no tamanho do músculo, sendo que músculos maiores tolerariam volumes maiores. No entanto, este volume máximo suportado por cada músculo, na maioria das vezes advém de opiniões pessoais e estudos descritivos. Neste contexto deve-se ressaltar que a tolerância do paciente ao volume injetado, e não somente a capacidade muscular, é de extrema importância, sendo esta afetada por fatores associados ao medicamento, como por exemplo, a composição, oleosidade e pH da substância.

MATERIAL

  • Bandeja
  • Medicamento prescrito
  • Diluente (se necessário)
  • Etiqueta ou fita adesiva
  • Luvas de procedimento
  • Seringa de 5 ml
  • Agulha adequada conforme a tabela
  • Bolas de algodão
  • Álcool a 70%

PROCEDIMENTO

  1. Confira a prescrição médica e de enfermagem
  2. Prepare a medicação utilizando os 9 certos
  3. Leve a bandeja para o quarto do paciente e coloque na mesa auxiliar
  4. Oriente o paciente sobre o procedimento
  5. Higienize as mãos
  6. Calce as luvas de procedimento
  7. Expor a área de aplicação e fazer a antissepsia do local
  8. Pince a pele e o músculo do local selecionado com os dedos indicador e polegar da mão não dominante
  9. Insira a agulha a um angulo de 900 com o bisel lateralizado, no sentido das fibras musculares
  10. Com a mão não dominante, puxar o êmbolo, aspirando, verificando se não atingiu um vaso sanguíneo
  11. Injete o conteúdo da seringa, empurrando o êmbolo com a mão não dominante
  12. Terminada a aplicação, retirar rapidamente a agulha e fazer uma leve pressão com o algodão
  13. Verifique o local da punção, observando a formação de hematoma ou reação alérgica
  14. Recolha o material e coloque na bandeja (não reencape as agulhas)
  15. Retire as luvas de procedimento
  16. Descarte o material perfuro cortante em recipiente adequado
  17. Lave a bandeja com a água e sabão e higienize com álcool 70%
  18. Higienize as mãos
  19. Faça as anotações de enfermagem

 

 

 

 

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