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SINAIS E SINTOMAS DA PICADA DE ARANHA MARROM

A aranha morrom é da espécie do género Loxosceles têm um comprimento total de 3 a 4 cm, sendo que um terço é o corpo, de coloração tipicamente acastanhada. Apresentam seis olhos, de cor esbranquiçada. Algumas apresentam o desenho de uma estrela no cefalotórax. As teias são irregulares, tendo como característica a peregrinação noturna e a alta atividade no verão. Durante o dia permanecem escondidas sob as cascas de árvores e folhas secas de palmeira – na natureza – ou atrás de móveis, em sótãos porões e garagens – no ambiente doméstico.

 

Uma vez que alguém é picado pela aranha marrom, essa pessoa não sente nada ao ser picada, pois a picada é indolor e somente após 12 ou 24 horas que a picada começa a mostrar seus efeitos, que são: inchaço, bolhas no local da picada, dor no local e necrose, que é a morte do tecido epitelial. Os sintomas variam e devem ser divididos em duas formas: O loxoscelismo cutâneo e o loxoscelismo visceral.

 

Loxoscelismo cutâneo: É a forma mais comum, observada em mais de 80% dos casos. A picada é indolor e muitos pacientes acham que não é nada. Depois de 6 horas aparecem inchaços e vermelhidão no local da picada. Após 24 horas, começam a aparecer lesões equimóticas, como sangue batido misturado a áreas de palidez.

A dor começa a ficar mais forte e, cerca de 5 dias depois, a lesão se delimita e forma uma crosta necrótica seca. Depois de duas ou três semanas, essa crosta se desprende, mas diferentemente daquela casquinha que amamos arrancar, a pele embaixo não está curada. Na verdade forma-se uma úlcera, que pode demorar de meses a anos para cicatrizar completamente.

A perda de tecido pode variar de lesão superficial a feridas profundas com muita perda de tecido. Além da ferida, febre, náuseas, vômitos e mal estar podem estar presentes, geralmente nos 3 primeiros dias após a picada.

 

Loxoscelismo Cutaneo-Visceral: É a forma mais grave. Pacientes com essa forma normalmente apresentam hemoglobinúria (sangue na urina) e anemia aguda, causada pela hemólise, que é a destruição dos glóbulos vermelhos do sangue. Não existe qualquer relação do tamanho da ferida, com a gravidade da forma cutâneo-visceral.

O paciente pode apresentar Insuficiência renal aguda. A letalidade do loxoscelismo gira em torno de 0,1% a 1,5% . Caso não haja aplicação de um antídoto, a picada continua a se manifestar agora com efeitos como: boca seca, urina escurecida e sonolência.

picada-aranha-marrom

CLASSIFICAÇÃO

  1. LEVE: Lesão incaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais e com identificação da aranha causadora do acidente. Paciente deve ser acompanhado pelo menos por 72 horas, caso pode ser reclassificado.
  2. MODERADO: Lesão sugestiva ou característica, mesmo sem identificação do agente causal, com ou sem alterações sistêmicas do tipo rash cutâneo, cefaleia e mal-estar.
  3. GRAVE: Lesão característica e alterações clínico-laboratoriais de hemólise intravascular.

 

COMPLICAÇÕES

Locais: infecção secundária, perda tecidual, cicatrizes desfigurastes.

Sistêmicas: principal: insuficiência renal aguda.

Exames Complementares: Não há específicos.

Forma cutânea: hemograma com leucocitose e neutrófila.

Forma cutâneo-visceral: anemia aguda, plaquetopenia, reticulocitose, hiperbilirrubinemia indireta, queda dos níveis séricos de haptoglobina, elevação dos níveis séricos de potássio, creatinina e uréia e coagulograma alterado.

TRATAMENTO DA PICADA DE ARANHA MARROM

Tratamento Específico: Soro antiloxoscélico (SALOx) ou Soro Antiaracnídico (SAAr) – Dados experimentais revelaram que eficácia da soroterapia é reduzida após 36 horas da inoculação do veneno. A utilização do antiveneno depende da classificação de gravidade.

Corticoterapia: prednisona por via oral na dose de 40mg/dia para adultos e 1mg/Kg/dia para crianças, por pelo menos cinco dias.

Dapsone (DDS): em teste para redução do quadro local. 50 a 100mg/dia, via oral, por duas semanas. Risco potencial de a Dapsone desencadear metemoglobinemia. Paciente deve ser acompanhado clínico-laboratorialmente durante administração da droga.

Suporte: Para as manifestações locais: Analgésicos (dipirona), compressas frias, antisséptico local e limpeza da ferida (permanganato de potássio), se infecção secundária usar antibiótico sistêmico, remoção da escara só após delimitação da área de necrose, tratamento cirúrgico (manejo de úlceras e correção de cicatrizes). Para as manifestações sistêmicas: Transfusão de sangue ou concentrado de hemácias quando anemia intensa, manejo da insuficiência renal aguda.

 

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