Hoje vamos falar um pouco sobre essa especialidade que é pouco conhecida pelos profissionais da Enfermagem, OFFSHORE.


Enfermagem Offshore é a tradução do termo inglês: Offshore Nursing. Definindo assim o grupo de profissionais de Enfermagem: Técnicos de enfermagem e Enfermeiros que trabalham na área offshore. É a prestação da assistência de Enfermagem desenvolvida na área de exploração e produção de petróleo e gás natural em alto mar. Logo, as atividades dela são voltadas para os trabalhadores a bordo de plataformas, navios e unidades petrolíferas.

Muitos dos profissionais de enfermagem offshore são oriundos de outras áreas da enfermagem, tais como: Emergência, Unidade de Terapia Intensiva e Enfermagem do Trabalho. E isto, ocorre devido ao tipo de atividade desenvolvida por estes profissionais. O que requer conhecimentos e habilidades específicas para se prestar assistência a possíveis lesões graves decorrente das operações complexas.

A atividade tornou-se tão importante para a área que o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) reconheceu a Enfermagem Offshore como uma nova Especialidade da Enfermagem, por meio da Resolução 389, de 18 de outubro de 2011. Passando a ser a 44º especialidade reconhecida na profissão de enfermagem.

 

DEMANDA CRESCENTE

Atualmente, no Brasil devido as grandes descobertas de petróleo e gás realizadas pela Petrobrás, aliado com a exploração de novas reservas ainda maiores. Os investimentos no setor offshore tiveram um grande crescimento neste ano, com perspectivas maiores ainda até 2012.

O número de profissionais de enfermagem envolvidos neste setor vem crescendo desde então de forma rápida, acompanhando a esta grande demanda. O que vem atraindo diversos enfermeiros que nunca trabalharam embarcados. Porém, será que estes que pleiteiam estas novas vagas, sabem realmente quais serão os desafios a serem alcançados e os obstáculos a serem enfrentados em uma plataforma em alto mar?

 

CARGA HORÁRIA

Os profissionais de Enfermagem Offshore atualmente exercem turnos de 12 horas de trabalho diária em dois distintos tipos de escalas e/ou regime de revezamento de embarque:

Escala 14×14: O Enfermeiro permanece um período de 14 dias embarcado e outro período de 14 dias de folga.

Escala 14×21: O Enfermeiro permanece um período de 14 dias embarcado e outro período de 21 dias de folga. Esta escala é apenas aplicável a funcionários concursados Petrobras devido a um acordo sindical.

As empresas realizam suas contratações baseadas na CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas. Posicionando os seus profissionais em níveis de carreira que variam de I ao IV. Outras selecionam por contrato de trabalho temporário: Estes bem característicos de empresas de navios. Que por sua vez, são pré-estabelecidos com duração que variam entre três a doze meses, renovável por igual ou diferente período. Existem outras que terceirizam este serviço através de outras empresas especializadas.

 

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Por se tratar de uma atividade em regime de confinamento, apresentando situações peculiares. Estes passam grande período de dias em um espaço limitado, o que não permitem um deslocamento igualitário a outros trabalhadores da área de saúde, tais como: hospitais, clínicas e consultórios.

A relação Enfermeiro-Tripulação é de extrema importância. Estes profissionais devem possuir um perfil bastante sociabilizável. Pois, sua interação com os demais tripulantes é um fator primordial para se gerar relações de: confiança, gregária e respeito. Visto que eles serão em muitos casos, o único profissional de saúde a bordo. Ou seja, ele em tese deverá ser o mais preparado para lidar com todas as situações ligadas à saúde.

 

CONHECIMENTO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Existe ainda por parte de muitas empresas o requisito para se contratar profissionais que falem outra língua, de preferencia o inglês. Isto ocorre pela característica da grande maioria das empresas serem estrangeiras. Tendo profissionais de diversas nacionalidades envolvidos nas operações a bordo.

ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA

A possibilidade de um atendimento de emergência de grande proporção e/ou gravidade é uma realidade bastante possível para o Enfermeiro Offshore. Visto que as operações envolvidas na exploração de petróleo e gás tem grande periculosidade. Tanto que este tipo de serviço é descrito pelo Ministério do Trabalho como de Grau de Risco IV, numa escala que vai de I à IV. Ou seja, é um dos de maiores risco no Brasil.

Por ter esta característica o Enfermeiro deve ser capaz de lidar com situações extremas. Habilidades científicas e técnicas serão sempre colocadas á prática e serão os pontos primordiais para reverter desde possíveis ferimentos até: parada-cardíacas, amputações, queimaduras, envenenamento por gás e vítimas de explosões.

 

ROTINA

Entre as inúmeras atividades de uma equipe que atua em plataformas ou navios, está o atendimento ambulatorial, controle do estoque de materiais e medicamentos, higiene do local de trabalho e dos alimentos, comunicação com o setor médico, seguramente primeiros socorros. Vale destacar que, em casos mais graves, em que há necessidade do atendimento médico, as equipes Offshore também contam com este tipo de profissional de sobreaviso em terra firme. O contato inicial é feito por telefone ou videoconferência, momento em que os procedimentos são iniciados.

 

FORMAÇÃO

Muitos acreditam que apenas quem possui especialização em Enfermagem do Trabalho pode atuar na área Offshore. Embora tal especialização ajude no bom desempenho, ainda não há obrigatoriedade por lei. O que ocorre, no mercado, é que as empresas terceirizadas, responsáveis por contratar os futuros profissionais, incluem a formação como requisito.

 

REMUNERAÇÃO

Os salários atualmente variam entre R$ 4.500,00 para um enfermeiro iniciante à R$ 10.000,00 para um enfermeiro Nível Sênior ou Coordenador. Para os técnicos de enfermagem os valores ficam entre R$ 3.500,00 a R$ 6.000,00. Atualmente é uma das áreas mais bem pagas da enfermagem.

 

Quer saber mais sobre Enfermagem Offshore acesse o site: www.enfermagemoffshore.com.br

 

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