As infecções e inflamações fazem parte da nossa vida mais do que gostaríamos, principalmente para nós profissionais de Enfermagem, sempre em contato com paciente nesse estado. É muito importante saber a diferença uma vez que é comum as pessoas confundirem o uso dos antibióticos e dos anti-inflamatórios.

 

INFECÇÃO


Infecções são causa frequente de inflamação, por isso há muita confusão entre os dois tipos. A infecção é causada por microrganismos (tais como vírus, bactérias, fungos, parasitas, virions e príons) que invadem o organismo e se multiplicam. A invasão pela maioria dos microrganismos começa quando eles aderem a células do indivíduo. A aderência é um processo muito específico, envolvendo conexões do tipo “chave–fechadura” entre a célula humana e o microrganismo.

Imagem representativa de uma infecção por salmonella.

Alguns microrganismos que invadem o corpo produzem toxinas que afetam células próximas ou distantes. Infecções geram alterações no sangue, no coração, pulmões, cérebro, rins, fígado ou nos intestinos. Ao identificar essas alterações, pode determinar se um indivíduo apresenta uma infecção em alguma parte do organismo. É por isso que é solicitado exame de sangue (como o hemograma), para que seja possível verificar tais alterações e para ter certeza de que se trata de uma infecção.

A infecção desencadeia em nosso corpo uma série de reações do sistema imunológico, que resultam na formação de pus, num processo conhecido por supuração. Infecções são, na maioria das vezes, tratadas com antibióticos. Estas drogas têm a função de erradicar os agentes infecciosos e cessar as repercussões causadas por eles.



INFLAMAÇÃO

É uma resposta de proteção do organismo contra uma agressão, cujo objetivo é livrar o organismo do agente agressor e das consequências desta agressão. Trata-se de uma reação nos vasos sanguíneos, que conduz a um acúmulo de líquido e leucócitos (glóbulos brancos) no tecido extravascular. A inflamação atua no sentido de destruir, diluir e bloquear o agente agressor, e também desencadeia aumento do fluxo de sangue e demais líquidos corporais migrados para o local.

“Os neutrófilos migram dos vasos sanguíneos para o tecido inflamado via quimiotaxia, e então removem os agentes patológicos através da fagocitose e da degranulação.”

Na área inflamada também ocorre o acúmulo de células provenientes do sistema imunológico (leucócitos, macrófagos e linfócitos), com dor localizada mediada por certas substâncias químicas produzidas pelo organismo. No processo, os leucócitos destroem o tecido danificado e enviam sinais aos macrófagos, que ingerem e digerem os antígenos e o tecido morto.

A inflamação vem sempre acompanhada de vermelhidão (hiperemia), pode apresentar inchaço (edema) e também dor ao toque (hiperestesia), aumento da temperatura local e até, ocasionalmente, perda de função. Assim, qualquer batida, ou exposição longa ao sol (queimadura) é uma inflamação, pois a pele fica vermelha e ardida, às vezes quente e até inchada. Mas não há infecção, porque não existe nenhum agente infeccioso (ex: bactéria).

 

TRATAMENTO

Existem drogas ou medicamentos capazes de interferir no processo reacional de defesa do organismo de modo a minimizar o dano (agressão por parte dos próprios tecidos frente ao agente agressor) e dar maior conforto ao paciente. Essas drogas são conhecidas com  anti-inflamatórios e agem exclusivamente no controle e alívio das manifestações da inflamação. Estas drogas, que muitas vezes são usadas com os antibióticos, para aliviar os sintomas inflamatórios associados, podem ser de diversas classes, tanto esteroides (corticoide) como não-esteroides (ácido acetilsalicílico, indometacina, naproxeno e outros). Devem ser usados com cautela, pois não substituem a ação de antibióticos e podem ter efeitos colaterais sérios, como insuficiência renal, gastrite e sangramentos.

 

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