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O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, anunciaram, nesta terça-feira (29), a introdução da vacina contra hepatite A no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). As doses são direcionadas às crianças de 12 a 23 meses e já foram distribuídas para postos de saúde de todo o País. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 95% do público-alvo, cerca de três milhões de crianças.

Com isso, o Brasil passa a oferecer, gratuitamente, 14 vacinas de rotina, garantindo todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) .”Completa-se um ciclo muito importante, pois o País agora tem todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu calendário, de forma gratuita”, afirmou Chioro.

Até então, as doses só eram oferecidas nos postos particulares. “A introdução da vacina permite tanto que seja uma resposta às ações que já temos no Brasil, quanto introduzir em áreas sem este tratamento”, disse Jarbas Barbosa.

 

Prevenção e controle

 

O objetivo é prevenir e controlar a hepatite A e, dessa forma, imunizar, gradativamente, toda a população. O esquema vacinal preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) , do Ministério da Saúde, prevê uma dose única da vacina. Será feito o monitoramento da situação epidemiológica da doença para definir a inclusão ou não de uma segunda dose no calendário da criança.

Para o início da vacinação, estados e municípios já receberam 1,2 milhão de doses. Outros lotes da vacina serão encaminhados, ainda este ano e no decorrer de 2015, para atender 100% do público-alvo. A data para início da vacinação será definida por cada estado. O Ministério da Saúde investiu R$ 111 milhões na compra de 5,6 milhões de doses neste ano.

As doses para o início da vacinação já foram enviadas para todas as secretarias estaduais de saúde, assim como os materiais instrucionais para a correta aplicação na população. A vacina contra a hepatite A é segura e praticamente isenta de reações, mas pode provocar vermelhidão e inchaço no local da aplicação.

 

Parceira

 

A introdução desta vacina foi possível mediante política adotada pelo governo brasileiro de fortalecer o complexo industrial da saúde, ampliando a capacidade de produção de vacinas no País. A tecnologia envolvida é resultado de acordo de transferência feito por meio de Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Ministério da Saúde e o laboratório produtor Merck Sharp & Dohme Farmacêutica, que vai transferir gradualmente para o laboratório público Instituto Butantan a tecnologia e a fórmula do princípio ativo deste imunobiológico. A transferência completa da tecnologia, com produção 100% nacional, está prevista para 2018.

 

Casos no Brasil

 

Desde 2006, a taxa de incidência de hepatite A no Brasil tem apresentado tendência de queda, atingindo 3,2 casos para cada 100 mil habitantes em 2013. De 1999 a 2013, foram registrados 151.436 casos de hepatite A no País. A maioria dos casos se concentra nas regiões Norte e Nordeste, que, juntas, representam 55,8% (84.501) das confirmações neste período. As regiões Sudeste abrangem 16,4% (24.835); Sul 16,3% (24.684); e Centro-Oeste 11,6% (17.566) dos casos.

Estima-se que, com a vacina para hepatite A, ocorra uma queda de 64% dos casos ictéricos da doença e de 59% das mortes.

 

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites

 

Nessa segunda-feira (27) foi comemorado o Dia de Luta contra as Hepatites Virais, com o objetivo de reforçar a importância da divulgação das campanhas de diagnóstico e prevenção da doença.

A Hepatite A é uma doença infecciosa aguda que atinge o fígado, é habitualmente benigna e raramente apresenta uma forma grave (aguda e fulminante), mas pode levar à hospitalização ou morte em 2% a 7% dos casos graves. No vírus A, a transmissão é fecal-oral e ocorre, principalmente, por meio de alimentos e água contaminados. Apesar de ser o único tipo de hepatite que não se torna crônico, há casos em que o paciente morre por insuficiência hepática. “Temos convicção que vamos reduzir 64% dos casos, investindo no saneamento básico e estendendo o tratamento por meio de vacinas”, ressalta o ministro.

Nas crianças, a hepatite A pode não manifestar sintomas. Em uma minoria de casos, há febre, dores musculares, vômito, náuseas, cansaço e mal-estar – sinais semelhantes aos de uma virose. Como elas constituem o grupo com maior incidência da doença, é importante que todas as crianças estejam protegidas. Para evitar a doença, é importante lavar sempre as mãos, inclusive dos bebês, e higienizar os alimentos são outras formas de blindagem.

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